Quinta-feira, Julho 16, 2009

Sol, sorvetes e latidos


Para uma carioca como eu, nascida e criada na maior parte do ano debaixo de 40º à sombra, a gente só começa a notar que o verão lisboeta chegou mesmo, quando um dos nossos apresentadores do telejornal diário desaparece da tela por alguns dias e, de repente, lá está ele de novo, queimado e muito mais moreno do que deveria. Quando no comboio (trem) de volta para casa às seis horas da tarde está todo o mundo feliz da vida, de mala e gravata desapertada, lambendo tranquilamente o seu sorvete preferido ou quando me pego fazendo as contas para a temporada de saldos que acaba de começar. Há um outro hábito, este bastante cruel, que como uma gripe sem cura costuma acometer nas férias os donos de animais de estimação – por uns dias de sol e água quente nas praias do Algarve são capazes de abandoná-los na primeira esquina do bairro. Campanhas são feitas, avisos são dados, mas entre um latido e outro preferem não ouvir o que acabaram de deixar para trás. E quando a gente pensa que este mundo está perdido, uma ideia salvadora vem voando, virando notícia nesta manhã ensolarada - foi criada nos Estados Unidos a Pet Airways http://petairways.com/, a primeira companhia aérea só para animais. Caaaaalma... os voos são só para algumas cidades americanas, mas já é um bom começo. Em vez de serem transportados como mercadorias nos porões gelados, os queridos e fofinhos podem viajar sozinhos, ou com os seus donos, na cabine e com todas as mordomias a que têm direito. Entre marés de desejos, vontades flutuantes, observações inusitadas e planos de alguns dias de descanso que nunca chegam, tenho a ligeira impressão que com este texto a minha “silly season”, como o verão é chamado por aqui, já começou.

Sábado, Julho 11, 2009

Na capa do livro


Enquanto Mario Quintana me olha
com o seu olhar de passarinho
eu por aqui vou levando
querendo voar do meu ninho.

Domingo, Julho 05, 2009

O Caio e a Betina


Os nomes da moda atacam de novo – e nada de Katias Vanessas ou Cristianos Ronaldos. Agora, os miúdos portugueses estão preferindo ser chamados de João e Maria. A simplicidade está imperando na hora da difícil decisão de ter de escolher o nome dele ou dela. Mas a lista para os pais e os palpites continuam... Em segundo lugar, Rodrigo, Martim, Diogo e Afonso. Para as meninas, Beatriz, Ana, Leonor, Mariana e Matilde. Num país onde centenas de nomes ainda são classificados como admitidos ou não admitidos, parece que também nesta matéria a coisa está ficando um pouco mais flexível. Pode ou não pode? De acordo com o jornal Público, depois da entrada em vigor da lei da liberdade religiosa (!) “os pais têm o direito de escolher para os filhos os nomes próprios das religiões em que os pretendem educar”, declarou um especialista na matéria. Daí a possibilidade dos mais pequenos serem chamados de Esaú, Belchior e Radja. Com todo o respeito, depois dessa não é a toa que uma das portuguesas mais famosas da nossa história comum seja conhecida como “D. Maria, a Louca”.
Ps: na foto, os brasileirinhos Caio e Betina

Sábado, Junho 27, 2009

Filosofando...


Porque hoje é sábado, é dia de mergulhar nos jornais online. Entre www pontos e mais pontos me perco nas notícias. Quando gosto muito do que leio, coisa rara nesses dias, imprimo e faço o meu jornalzinho particular - folhas soltas que guardo numa qualquer gaveta para mais tarde descobrir de novo. Logo cedo, com um olho na tela do computador e o ouvido no noticiário da TV, me abasteço das palavras e pensamentos que vão me alimentar durante a semana. Nesta minha procura, encontro um pouco de tudo e um pouco de nada. Aqui e ali, raciocínios brilhantes, análises profundas, crônicas inteligentes, críticas sem sair do tom, observações contundentes e, quase sempre escondidas no meio de alguma coluna, uma ideia, uma imagem, uma solução, um sopro de ar fresco que está à minha espera, antes de passar para o próximo clique.

Porque hoje é sábado, é dia de filosofar. Depois de ler os comentários sobre as palestras no www.bluebus.com.br e ver os super premiados do Festival de Publicidade de Cannes, nada como dizer a frase lugar comum que, mais do que nunca, vai de encontro a essa nossa profissão - “há sempre uma luz no fim do túnel”. Porque hoje é sábado, reinvente-se.